Olá pessoal!
Vejam como foi o seminário "Com Jesus na contramão", que marcou a abertura do segundo semestre da Escola Bíblica da IBP.
Para assistir, clique aqui: http://www.ustream.tv/recorded/16060848
Grande abraço da Família IBP !!!
domingo, 17 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
SEMINÁRIO "COM JESUS NA CONTRAMÃO"
Olá pessoal!No próximo domingo, dia 17/07, acontecerá na Igreja Batista do Pinheiro aqui em Maceió o seminário"Com Jesus na contramão". O seminário marca o início do segundo semestre de nossa Escola Bíblica Dominical, quando estudaremos o livro do Frei Carlos Mesters de mesmo título. A mesa de debates terá a seguinte composição:
Palestrante: Pr. Paulo Nascimento
Tema: O Jesus Histórico e os quatro evangelhos
Palestrante: Prª Odja Barros
Tema: Com Jesus na contramão
Mediador: Prof. Ascânio Júnior
Será às 9:00h no templo da IBP. Adquira o livro venha estudá-lo conosco a fim de aprofundar sua consciência do Evangelho e do legado de Jesus de Nazaré.
Apareça!
Abraços da Família IBP !!!
sexta-feira, 8 de julho de 2011
RESENHA DE "HOMOSSEXUALIDADE: PERSPECTIVAS CRISTÃS"
Homossexualidade: perspectivas cristãs é sem dúvida uma publicação corajosa e desafiadora. Seu aparecimento poderia ser considerado à luz dos novíssimos debates sobre a homossexualidade e suas reivindicações civis, quando os evangélicos brasileiros mostram que seu dissenso chega até esses campos, onde aparentemente habitava algum consenso. Entretanto, o livro é de 2008, quando essas discussões ainda não estavam na crista da onda. E é exatamente isso, a meu ver, que o torna atraente e especial. Não obstante, é impossível que uma resenha desse livro não seja afetada pelo debate que está em alta agora na comunidade evangélica brasileira, justamente porque é feita visando contribuir para ele.O livro foi publicado pela Fonte Editorial, tem 184 páginas e está dividido em 12 capítulos. Os textos, embora estejam todos relacionados à mesma temática, são independentes, de tal maneira que a leitora e o leitor podem iniciar a leitura do ponto que quiser, sem prejuízo para a compreensão. Há uma breve apresentação de Sandra Duarte de Souza, doutora em Ciências da Religião pela UMESP (1999), e a tradução dos capítulos é de Jaci Maraschin.
Antes de entrar nos pormenores da discussão do livro, compete chamar a atenção para alguns elementos prévios que necessitam ser levados em consideração. É preciso levar em consideração a data do aparecimento dos textos. A maioria dos capítulos do livro foi escrita no fim da década de 1970. Alguns outros em meados da década de 1990 e outros na década de 2000, todos nos Estados Unidos. Esses três períodos onde os textos foram escritos devem sinalizar para o leitor acerca do pano-de-fundo que fomentou tais discussões. E não se pode perder de vista que, primariamente, é a estes contextos específicos que as reflexões presentes em Homossexualidade: perspectivas cristãs estão tentando responder. Também o fato de todos os textos terem sido escritos nos Estados Unidos deve ser levado em conta. As diferenças culturais, a terminologia, e os tópicos específicos que aparecem nos capítulos não são os mesmos que envolvem o atual debate sobre a homossexualidade e as igrejas no Brasil.
Algumas diferenças em relação ao nosso atual contexto brasileiro dizem respeito, em primeiro lugar, ao fato de que o livro debate além da aceitação dos homossexuais como membros legítimos da comunidade cristã, a legitimidade de sua ordenação ao ministério eclesiástico. No Brasil, este segundo tópico parece ainda não ser o centro das discussões, visto que aqui as questões acerca dos direitos civis ganharam predileção, em função da eminência de certas políticas públicas com objetivos anti-homofóbicos (Programa Brasil sem homofobia e PL 122/2006).
Outra diferença diz respeito a certos modos de se tratar a problemática que foram profundamente modificadas desde então. Entre essas modificações, está o fato de que não se trata mais de focar o debate num suposto “estilo de vida homossexual”, naquela época compreendido como um “grupo de risco”. Todas as políticas de saúde pública da atualidade tratam com a categoria “comportamento de risco”, que se estende a homossexuais, bissexuais, travestis, e também aos heterossexuais.
Não obstante essas considerações, acreditamos que a publicação de Homossexualidade: perspectivas cristãs pode contribuir em muito para a qualificação do debate atual acerca da legitimidade da homossexualidade enquanto orientação sexual. A contextualidade das reflexões que o livro apresenta não nos desautoriza a recomendá-lo como ótima fonte de consulta na discussão deste tema. Além das contribuições de conteúdo, o livro também oferece uma metodologia a seguir quando se trata de pensar a homossexualidade com categorias bíblicas e cristãs. Tal metodologia pode ser resumida como um diálogo constante entre a tradição das fontes bíblicas e os resultados das ciências humanas e sociais.
Os autores, em sua maioria professores em instituições de ensino teológico protestantes, assumem uma postura de inclusão e de aceitação da legitimidade da experiência homossexual. As fontes bíblicas, constantemente reviradas em diversos capítulos, são consultadas com a mediação de recursos da exegese, que nos ajudam a compreender o pano-de-fundo de cada declaração bíblica acerca do tema. Uma linha comum de argumentação do livro reside na constatação de que a Bíblia não oferece categorias objetivas para se tratar do tema da homossexualidade, visto ser esta uma categoria muito tardia, ausente nas culturas que geraram o texto bíblico.
Os autores do livro tratam de separar aquilo que seria um comportamento homossexual praticado por pessoas heterossexuais num contexto de opressão, idolatria e auto-alienação, das atuais relações homoafetivas marcadas pela cumplicidade, pela reciprocidade e como decisão deliberada entre duas pessoas adultas do mesmo sexo. Os autores da Bíblia não conheceriam esta novíssima categoria, sendo que a negação dos comportamentos homossexuais, presente na Bíblia, se dirigiria a pessoas heterossexuais nos contextos rapidamente descritos logo acima.
Os três textos usados tradicionalmente pelas igrejas cristãs como fundamentos bíblico-teológicos para a negação da homossexualidade – Gn 19, Lev 18/22 e Rm 1 – recebem atenção especial emHomossexualidade: perspectivas cristãs. Os autores do livro revisitam a narrativa de Gn 19 em diálogo com recursos da exegese bíblica, para concluírem que, no lugar da negação de um determinado comportamento sexual, o texto apontaria para a denúncia da falta de hospitalidade, e para a prática da opressão e da injustiça social. Para reforçar esse ponto de vista, os autores apontam para o modo como a própria tradição bíblica, mormente o profetismo, releu o problema da “sodomia” não como uma transgressão da sexualidade, mas como um problema ético/social (cf. Ez 16,49).
A tradição levítica é situada à luz do contexto social do Israel bíblico. No entanto, o ponto áureo desse tópico é a denúncia da seletividade ideológica que caracteriza a maioria dos intérpretes atuais do livro de Levítico, ao relegarem a perenidade e a obrigatoriedade da observação de tantos outros preceitos morais para além daqueles ligados aos comportamentos homossexuais. Rm 1, referência majoritária no Novo Testamento neste debate, é meditado à luz daquilo para o qual já apontamos, acerca da diferença não concebida por Paulo entre comportamento homossexual por pessoas heterossexuais num contexto de idolatria e auto-alienação, e as atuais relações homoafetivas que buscam se afirmar sobre outras bases.
Além desse diálogo com as tradições bíblicas, outra interessante marca desta publicação é sua consulta constante ao material oriundo das ciências sociais e humanas, pelo menos no que se dispunha disso no período de produção desses textos. E é justamente a aproximação da produção científica que traz para essa discussão a categoria de “orientação sexual”, em lugar de “opção sexual”. O livro apresenta algumas discussões acerca da natureza e da gênese da homossexualidade, e reflete bem as inconclusões da época (que permanecem) quanto a este tópico. Um dos pontos mais controversos desse tópico em especial, é uma resenha de The construction of homossexuality (David Greenberg) presente no livro, de autoria de Don Browning. O autor do livro resenhado se utiliza de categorias do construcionismo social para pulverizar as concepções essencialistas que tentam explicar a gênese da sexualidade humana.
Se Homossexualidade: perspectivas cristãs já era um livro corajoso e interessante em 2008, quando silenciávamos acerca desse tema, agora muito mais quando certos discursos e ações tentam vender a impressão de um falso consenso na comunidade evangélica brasileira em relação aos homossexuais. É interessante saber que esse consenso nunca existiu, nem no Brasil nem em outros contextos. É interessante saber que, se por um lado o tema é tratado apressada e preconceituosamente por uma grande parcela de líderes e igrejas, por outro lado ele é tratado com preocupação séria, esforço disciplinado e mente aberta por líderes e igrejas pertencentes à mesmíssima comunidade evangélica.
É interessante saber que no lugar de uma perspectiva cristã, caracterizada pelo trato sisudo e rancoroso com que enfrenta a temática, há outras perspectivas cristãs para pensar as reivindicações civis e religiosas da homossexualidade, marcadas pela inclusão e pelo acolhimento de uma comunidade de pessoas historicamente consideradas de segunda categoria.
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VV. AA. Homossexualidade: perspectivas cristãs. Tradução de Jaci Maraschin, São Paulo: Fonte Editorial, 2008
sábado, 25 de junho de 2011
O ARRAIÁ DA IBP E O REINO DE DEUS
Paul Ricoeur, comentando as parábolas de Mateus 13,31-33 e 45-46, diz o seguinte:
A primeira coisa que pode impressionar-nos é que as parábolas são narrativas radicalmente profanas. Não há deuses, nem demônios, nem anjos nem milagres, nem tempo antes do tempo, como nas narrativas da criação, nem mesmo acontecimentos fundadores como na narrativa do êxodo. Nada, mas precisamente gente como nós: proprietários palestinos partindo em viagem e alugando campos, intendentes e obreiros, semeadores e pescadores, pais e filhos; em uma palavra, pessoas comuns fazendo coisas comuns: vendendo e comprando, lançando a rede ao mar e assim por diante. Encontra-se aqui o paradoxo inicial: por um lado as histórias são – como disse um crítico – narrativas da normalidade, mas, por outro, é o Reino de Deus que se diz ser assim. O extraordinário é como o ordinário (A hermenêutica bíblica, p. 226).
E há coisa mais radicalmente profana do que uma festa de São João? Poderia uma festa de São João, portanto, se constituir também como parábola do Reino de Deus? Nós achamos que sim. E foi pensando no arraiá da IBP que tivemos certeza disso.
Fizemos questão de voltar aos Evangelhos e conferirmos se há alguma comparação entre o Reino de Deus e as coisas da religião: cultos, ritos, vigílias, liturgias. Absolutamente nada disso é mencionado. Somente cenas do cotidiano, quase todas do ambiente rural da Palestina daqueles dias: pescadores, mercadores, pais e filhos, mulheres em seus afazeres domésticos, e as festas do povo. São a essas coisas, radicalmente profanas, a que se assemelha o Reino de Deus, conforme Jesus de Nazaré. Então, não deve ser nenhum sacrilégio dizer que o arraiá da IBP também se assemelha ao Reino de Deus. E nós pensamos isso por causa das razões abaixo.
O Reino de Deus deve se assemelhar ao arraiá da IBP, onde o trabalho, em vez de ser o lugar onde uns poucos enriquecem explorando a muitos, é uma atividade que visa a um alvo comum, e onde todo mundo ganha da mesma forma; onde o trabalho não visa o lucro de uns poucos, mas o benefício de toda comunidade.
O Reino de Deus deve ser semelhante ao arraiá da IBP, onde aqueles que tem poder e são reputados como “líderes dos demais”, trocam o peso da reta doutrina pela leveza da brincadeira, trocam a angústia por dominar pela beleza de voltar a ser criança, e trocam as responsabilidades sérias e dogmáticas dos adultos pela irresponsabilidade vadia e improdutiva da brincadeira.
O Reino de Deus deve ser semelhante ao arraiá da IBP, onde não existem dicotomias entre o sagrado e o profano, e onde a alegria sobe aos céus como gratidão e oração ao Deus da vida; onde a alegria e a dança, em vez de serem demonizadas e condenadas com veemência, são vistas como manifestações do divino Deus derramando graça e vida no meio do seu povo.
O Reino de Deus deve ser como o arraiá da IBP, onde as diferenciações humanas de classe social, de raça e até de crenças perdem o sentido, e onde preto dança com branco, pobre dança com rico, católico dança com crente, como se fossem uma grande família fazendo festa na casa do pai.
Pr. Paulo Nascimento e Pr. Wellington Santos
terça-feira, 14 de junho de 2011
OUTRA VIA CRUCIS

Nesta semana dois HIV-soropositivos cruzaram o meu caminho. O primeiro, logo após o culto matinal do domingo, na Igreja Batista do Pinheiro. Solicitava-me uma ajuda em alimentos e um complemento em dinheiro para uma passagem de ônibus. O segundo, dentro de um ônibus coletivo a caminho da Universidade Federal de Alagoas. Dirigia-se a todos os passageiros pedindo uma ajuda financeira para tocar a vida e continuar cuidando de sua saúde. Nenhum dos dois provocou pânico ou rostos constrangidos, nem no templo nem no ônibus.
Dificilmente teria sido assim na década de 1980, quando a AIDS emergia como a possibilidade de uma pandemia. Sem as informações e os avanços no tratamento de que dispomos hoje, uma crosta de preconceitos recobria os corpos dos HIV-soropositivos. Sua simples presença num recinto qualquer era motivo de apreensões e constrangimentos. Apertos de mão, beijos no rosto e outros tipos de contato físico, hoje amplamente desmistificados pelo conhecimento acerca da doença, não tinham vez naquele momento. Também os lugares públicos estavam vedados à presença dos HIV-soropositivos. Em programa exibido recentemente nos Estados Unidos, Oprah Winfrey mostrava como numa cidade do interior daquele país, uma piscina pública fora interditada na década de 1980 quando se descobriu que um soropositivo a havia utilizado.
Outra peculiaridade daqueles dias relacionada às representações sociais acerca da AIDS era a sua tipificação como uma “peste gay”. Não foram poucos os grupos religiosos que ajudaram a disseminar na sociedade a idéia de que a AIDS consistia numa sanção divina impetrada como conseqüência do estilo de vida dos homens e mulheres homossexuais.
Passados já trinta anos, os avanços no tratamento do HIV proporcionam uma qualidade de vida que permite a estas pessoas tocar suas vidas e participarem de todo tipo de dinâmica social. A expectativa de vida dessa população cresceu consideravelmente, muito embora o acesso ao coquetel de medicamentos continue bem difícil para os mais pobres. A informação se disseminou no tecido social, de tal maneira que se o preconceito contra estas pessoas ainda existe, hoje ele existe numa escala diferente daquela da década de 1980. Obviamente, o conhecimento científico e algumas políticas públicas têm grande mérito nessas transformações. Mas a diminuição do preconceito contra os HIV-soropositivos também tem a ver com a convivência, com o acolhimento e com a aceitação incondicional, que sempre ajudam a derreter visões falsas acerca das coisas e das pessoas. Juntos, a razão (ciência e política) e o coração (convivência, acolhimento e aceitação) removem montanhas.
Aí, eu fiquei pensando no seguinte: estariam os homossexuais atualmente percorrendo esse mesmo itinerário que vai da homofobia até a aceitação e a convivência pacífica com todos os setores da sociedade? Até 1985 a homossexualidade constava no Catálogo Internacional de Doenças (CID-10) como uma patologia de tipo psiquiátrico – uma psicopatologia. E ainda que alguns manuais de psicopatologia continuem classificando-a como um “transtorno da identidade de gênero”, a Organização Mundial da Saúde deixou de concebê-la como tal. Será que o itinerário dos homossexuais rumo a uma convivência plenamente cidadã em todas as dinâmicas sociais também vai precisar passar pelo progresso dos recursos científicos, pela implementação de certas políticas públicas, pela disseminação da informação, e pelas atitudes de aceitação e acolhimento?
Me parece que a experiência histórica dessas três décadas de enfrentamento da AIDS em todo o mundo já serviu para tornar arcaico o discurso religioso que a relacionava ao estilo de vida homossexual. Pelo menos, se ainda se crê nisso, ninguém mais nas igrejas tem coragem de confessar. A experiência histórica do continente africano e seus índices pandêmicos de contaminação por HIV, por exemplo, serviu para liquidar essas visões tacanhas acerca desse problema. Que experiências históricas serão necessárias para tornar arcaico o atual de discurso de que a homossexualidade é uma “doença da alma”?
Fico me perguntado: se o itinerário histórico dos HIV-soropositivos e dos homossexuais fosse comparado a uma via crucis, o papel das igrejas cristãs estaria mais para Simão Cirineu, ou para os soldados romanos que cumpriam as ordens de seu “senhor”?
domingo, 12 de junho de 2011
CADA BARRACA DE LONA, UMA CRUZ!
Nesta semana faz exatamente um ano desde que as cidades alagoanas situadas à bacia do Rio Mundaú foram varridas por uma terrível enchente. Na oportunidade, eu e o Pr. Wellington visitamos alguns destes lugares, e vimos de perto o estado calamitoso das cidades de Branquinha, Murici, União dos Palmares, Santana do Mundaú, São José da Laje e Rio Largo. Lembro-me de ter contraído dengue nestas visitas, e de ter que cancelar uma série de conferências na cidade de Jequié-BA, na véspera do evento.
Um ano depois, tivemos pouquíssimos avanços. Enquanto em Pernambuco boa parte das famílias já recebeu suas novas casas, em Alagoas os atingidos continuam em abrigos improvisados. O Governo do Estado culpa a burocracia e a voracidade dos donos de terra, que supervalorizam as mesmas. A população culpa o Governo pelo descaso e pela morosidade nas negociações. E enquanto isso, as famílias atingidas continuam dormindo em escolas e em barracas de lona, sujeitas ao calor, aos insetos, à comida de péssima qualidade, à condições totalmente insalubres, e à proliferação de todo tipo de doenças que vitimizam as crianças mais que a qualquer outro grupo.
A mídia esqueceu o assunto completamente. O psicólogo Pedrinho Guareschi dizia que “o que a televisão não exibe, é como se não existisse para a maioria das pessoas”. Até as igrejas, importantes na rede de solidariedade que ajudou a minimizar o sofrimento imediato dessa gente, parece que também esqueceram totalmente a tragédia. Mas o fato é que o estado atual dessas famílias talvez seja pior que há um ano atrás. Tenho a impressão de que a formação cultural do nosso povo, onde o Estado é visto como um tutor onipotente das necessidades básicas, faz com que o povo se entregue à apatia. E eu desconfio que o Estado, à moda de Pilatos, vai lavar as mãos diante dessas cruzes.
Não obstante, as festas juninas se aproximam. Tempo de alegria e celebração; de pular fogueira e dançar forró agarradinho; de comer milho assado e aquecer o coração. Só não podemos deixar que a euforia nos faça esquecer esses nossos irmãos flagelados. Sabe por quê? Porque é Jesus quem está naquelas barracas de lona (cf. Mateus 25,31-40)! É Jesus quem está pegando dengue, tomando água suja, comendo quentinha do Governo e passando calor e frio! Também vamos lavar as mãos diante dessas cruzes?
quinta-feira, 9 de junho de 2011
ALWAYS WITH US - Alagoas no "The Economist"
Murder in Brazil
Always with us
Violence continues, but in different places
Jun 9th 2011 | MACEIÓ | from the print edition
THE road from Maceió, the capital of Alagoas state, to its airport passes luxury-car showrooms and shops selling outsize Jacuzzis. In the central reservation, indigent families live under plastic sheeting. Even by the standards of Brazil’s north-east, Alagoas is scarred by poverty and extreme inequality. With 107 murders per 100,000 people, Maceió is also the most violent state capital in Brazil, just as, with 60 murders per 100,000, Alagoas is the country’s most violent state (see chart). It is a place of sugar and cattle, where the sugarcane cutters settle scores with fists and knives and the well-connected escape punishment by using contract killers instead.
Year-round sunshine, beautiful beaches and coral reefs mean tourism offers Alagoas’s best chance of development. But its status as Brazil’s crime capital puts that at risk. State officials are desperate to point out that Alagoans kill each other, not outsiders, and in slums, not beauty spots. Victims and murderers are often indistinguishable: unemployed, illiterate, drug-addicted young men, says Jardel Aderico, the state secretary for peace, whose job title represents an aspiration.
Brazil’s murder rate barely budged during the past decade, at around 26 per 100,000. But the geography of murder changed, notes Julio Jacobo Waiselfisz of the Instituto Sangari, a think-tank in São Paulo. In 1998 São Paulo and Rio de Janeiro were more violent than average; Alagoas was not. Better policing and economic growth have seen the murder rate fall by nearly two-thirds in São Paulo and two-fifths in Rio over the decade. Criminals squeezed out of long-held strongholds followed the money to areas of new industrial development and tourist destinations. Illegal logging and land grabs, together with new cross-border routes for guns and drugs, stoked crime in the Amazon. And Alagoas, its state government debt-ridden and police force weak, corrupt and often on strike, was at times close to lawless.
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Things are starting to improve in Alagoas. The World Bank, which in 2009 lent the state $195m to stabilise its finances and improve its management, says the loan targets have been met. It is now working with the state on a plan to eradicate extreme poverty. Alagoas’s governor, Teotônio Vilela Filho, recently re-elected for a second term, has bought the police new cars and guns, and ended the practice of appointing police chiefs according to their political connections. Mr Aderico hopes that “peace lessons” in schools will create a less violent generation of Alagoans.
But in the short term the state’s best hope of moving down the murder rankings is for others to move up. Local politicians want to split Pará, a large Amazonian state, into three. If they succeed, Brazil’s map of violence will change once more. Marabá, which would become capital of south Pará, would inherit the title of murder capital and spare Maceió its shame.
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